dream.

Deitei-me com o cheiro a chesterfield nos dedos e um -boa noite- ao ouvido... Era de manhã, mas não sei precisar as horas. O quente dos lençóis deu-me a ideia que tinhamos estado ali a noite toda, nos braços um do outro. Eu estava debruçada sobre o teu peito e olha, ele ecoava um som tão bonito que depressa percebi que era o teu coração a comunicar. E não era comigo, era com a minha pequena alma. E oh, era quase como uma canção de embalar, o que deixou a minha alma bastante calma. Os teus dedos brincavam como se fossem uma criança, a saltar de lábio em lábio. E eu, bem, sorria, ainda um pouco ensonada. Nunca percebi a tua adoração com os meus lábios. Mas não faz mal, tu também nunca soubeste da minha adoração pelas tuas grandes esmeraldas, por isso, posso dizer que estamos quites. Mas continuando, larguei-te a mão que não se encontrava divertida com os meus finos lábios e fui buscar um cigarro. Era marlboro, não sei como. Sendo esta a minha marca preferida mas é raro comprá-la devido ao preço. Mas pronto, não tem de fazer sentido. Na verdade, nada disto faz sentido. Fui buscar o isqueiro ás calças que estavam sob a cama e acendi o cigarro. Olhaste-me e disseste que aquilo só me fazia era mal. Eu franzi as sobrancelhas, e respondi-te que também tu me fazias muito mal e eu bem, estava ali, contigo, à mesma. Não respondeste e eu acabei por me juntar novamente a ti, debaixo dos lençóis, com a cabeça sobre o teu peito enquanto da minha boca saiam nuvens de fumo que tu insistias em afastar com a mão. Eu sorri. Ficámos assim talvés uns bons 10 minutos, de olhos grudados um no outro, num silêncio bom. Até que me olhaste com um ar sério e pronunciaste baixinho -não me fujas-.Franzi novamente as sobrancelhas e respondi -mas eu estou aqui agora-. Tu olhaste-me, e com um tom zangado respondeste -eu sei que estás aqui agora, mas é exactamente isso, quanto tempo vai durar o nosso 'agora'?-. Os teus olhos ficaram vermelhos, sabes, aquele vermelho de quando estás chateado e bem, os meus ficaram iguais. Depois disso, deste-me um abraço muito apertado e eu ouvi-te soluçar. Dei-te um beijinho na testa, como costumavas fazer comigo e respondi baixinho -eu não quero ir a lado nenhum mas não significa que não vá, tu sabes-. Depois disso, abri os olhos.

27 comentários:

  1. asério fofinha? pensava que tinha sido mais ou menos fictício mas então, estás melhor que ontem? :x

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  2. a sério que passei? oh. é que deu-me a impressão que não estava a conseguir ajudar nada! e eu odeio ver-te assim sabendo que és forte o suficiente e muito mais para ultrapassares isto.

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  3. amo este texto ! é dos melhores que já li :o
    tão lindo , profundo..

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  4. também acho que sim, que é esse o teu mal. mas não devia ser, sabes porquê? porque foi mesmo isso que me ensinaste, a acreditarmos em nós próprios e que somos capazes, somos capazes mais do que poderíamos imaginar:)

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  5. está tão lindo *.* nunca se sabe quanto tempo duram os 'agora' o:

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  6. ja quis que muitos 'agora' fossem de uma longa duração mas eram esacassos porque o tempo voa e não aproveitamos o que devemos -.-

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  7. ou lutar sempre para que esse agora se mantenha no seu tempo verbal : presente (:

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  8. que texto tão lindo :|
    ainda bem que gostaste querida, muito obrigada (:

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  9. vou seguir... adorei o blogue e tu escreves muito bem! beijinhoo

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  10. obrigada *.*
    eu também gostei imenso deste tempo (;

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  11. pois, parece geral mesmo. ora bolas, que chatice!

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  12. podes crer que é. na verdade ele sabe que eu nunca quis que ele fosse embora, mas vá no fundo fui eu que acabei por ir. obrigada minha patt:'))

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  13. mas concordas, que nos prejudica um pouco não concordas patrícia? :c

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