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E hoje, apetece-me deixar um bocadinho de ti aqui, ou ser um bocadinho de nós, em breves minutos. Umas palavras que não vais ler e que não são para leres, porque o nosso amor não quer. Mas que, não deixam de ser para ti. Apetece-me pensar na alma que um dia se apaixonou e que sempre o negou. Apetece-me imaginar uma alma de palavras doces e de sentimentos assumidos que nunca fui, ou nunca me deixei ser. Apetece-me sonhar com a alma que escuta com atenção e de caneca na mão, a tua voz alegre no ouvido. Ou sente a tua mão fria debaixo da blusa e que ri com arrepios. Ser a alma que recebe um beijo na testa e te empurra ou agarra. Depende da Lua. E da Lua depende o meu sorriso. Oh.. apetece-me ser doce e falar sobre ti e sobre o nosso quebra-cabeças. E que quebra-cabeças, não era? Às vezes, à noite, a minha alma ainda tenta compreendê-lo, quando se cruzam junto da almofada e observam a Lua, mas sabe bem que não é possível. Também me apetece dormir umas horinhas, porque a falta delas está a deixar-me pouco coerente. E oh, estou a sonhar connosco, vês? estou a dormir contigo na casa de madeira com a lareira acesa e a chávena na cómoda. Porque oh, em breves minutos, vim deixar aqui um bocadinho de nós.

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